Ciclo Menstrual e Performance

 

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Até poucas décadas atrás era comum que mulheres deixassem de participar de competições ou mesmo de realizar atividades físicas por se encontrarem no período menstrual. Somente com a criação dos produtos de higiene femininos, como os absorventes, que as mudanças se iniciaram.

Conquanto tais produtos permitem maior segurança e conforto à prática de atividades físicas e o corpo feminino não sofre somente mudanças externas. Durante tal período, o organismo da mulher pode sofrer mudanças em seu potencial físico e psicológico, variando de um caso para outro. Inúmeras pesquisas relatam a influência dessas alterações na prática de atividades físicas.

Durante o ciclo menstrual as taxas hormonais sofrem alterações. Segundo Bôcler (Apud Weineck, 2000), um ciclo menstrual é dividido em três fases:

– Fase Pós Menstrual (5º ao 11º dia): com a crescente taxa de estrogênio e maior secreção de noradrelina, observa-se uma melhora significativa na performance;

– Fase Intermenstrual (12º ao 22º dia): não há relatos na literatura sobre perda ou ganho de performance nesta fase (fase ovulatória);

– Fase Pré Menstrual (23º ao 28º dia): devido a influência do aumento nos níveis de progesterona, o desempenho pode sofrer uma redução. Há uma diminuição na capacidade de concentração e fadiga muscular e nervosa mais rápida (Keul ET AL 1974).

Assim, a performance da atleta pode variar de acordo com as fases do ciclo menstrual. Observa-se que o rendimento no treinamento de força é diferente nas diversas fases do ciclo menstrual. Na fase Pós Menstrual (maior taxa de estrogênio) o rendimento é melhor que na Pré Menstrual (aumento nos níveis de progesterona) na qual, as atletas ficam mais irritadas e menos pacientes com os treinos (Lebrun, 1995).

 

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