Metabolismo em repouso: qual a sua importância na queima de gordura?

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Metabolismo, eis uma palavra que ouvimos e lemos bastante. Mas você sabe o que significa metabolismo?

O metabolismo energético (chamada taxa metabólica) nos mostra a quantidade de calorias que um corpo necessita para manter suas atividades diárias, ou seja, as funções vitais do organismo em repouso e durante atividade física (McArdle 2011). Essa taxa pode variar de acordo com sexo, peso, altura, idade e intensidade da atividade física.

Existem três tipos de metabolismo: metabolismo em repouso, termogênese alimentar e metabolismo de atividade física.

O metabolismo em repouso representa cerca de 70% do nosso metabolismo total. Uma parte dele é determinada por idade e genética, fatores que não podemos modificar, mas com recursos nutricionais, hormonais e mudanças no estilo de vida –  principalmente prática de atividade física – podemos acelerar a forma como o organismo queimará calorias.

A massa muscular é o fator determinante do metabolismo em repouso, por isso homens normalmente têm a taxa metabólica maior que a das mulheres, quanto mais massa muscular, mais o metabolismo total e de repouso serão acelerados.

Os exercícios aumentam a taxa metabólica devido ao estímulo da massa muscular, elevam também o percentual do metabolismo relacionado à atividade física. Quando se objetiva a diminuição do percentual de gordura é importante associar exercícios aeróbicos e musculação.

Quanto à alimentação, alguns fatores devem ser observados: existem alimentos e suplementos que possuem propriedades termogênicas e podem ser úteis no processo. Manter intervalos menores entre as refeições eleva o metabolismo alimentar. Estudos demonstram que longos períodos de jejum diminuem a termogênese e podem acionar mecanismos hormonais de sobrevivência que estimulam o armazenamento de gorduras.

Dormir bem também ajuda, já que poucas horas de sono ou sono irregular diminuem a produção de GH (hormônio do crescimento), importante para a manutenção da massa muscular e para o aumento da oxidação de gorduras. É importante também atentar-se sempre à parte hormonal, deficiências de hormônios tireoidianos, testosterona e GH podem afetar direta ou indiretamente o metabolismo de repouso. Se houver suspeita clínica desses desequilíbrios, exames bioquímicos devem ser solicitados para avaliação.

Quando se trata de queimar gordura, os exercícios aeróbicos sempre vem à mente como os mais indicados e eficazes. Realmente, são atividades que provocam um gasto calórico elevado no momento de sua realização, o que é importantíssimo! O que nem todos sabem é que a musculação (exercício anaeróbico) é um fator determinante no processo de perda de peso, fundamental para a manutenção da estética após o emagrecimento e da saúde osteoarticular. Além disso, como já mencionamos, à medida em que o indivíduo ganha massa muscular (ou massa magra), sua taxa metabólica de repouso aumenta. As células musculares têm uma quantidade de mitocôndrias muito maior, o que aumenta sua demanda energética. Por essa razão, após o término do exercício, o corpo continua gastando energia por um período relativamente longo, que pode se estender até o dia seguinte.

Durante a musculação, o músculo passa por um processo de degradação e, no momento seguinte, precisa se recompor. Para que isso aconteça, o organismo entra em estado de anabolismo, o que vai regenerá-lo e torná-lo ainda mais forte e resistente, gastando muitas calorias (energia).

Acelerar positivamente o metabolismo basal é fundamental para o processo de emagrecimento saudável, manutenção do peso e cuidados estéticos. Lembrando que todo o resultado vem da alimentação e qualquer dieta dever ser cuidadosamente calculada por um profissional.

Para sanar quaisquer dúvidas, entre em contato:  larissagcunha@hotmail.com

 

Referências

ANTUNES, H.K.M. Análise de taxa metabólica basal e composição corporal de idosos do sexo masculino antes e seis meses após exercícios de resistência. Rev. Bras. Med. Esporte _ Vol. 11, Nº 1 – jan./fev. 2005.

MCARDLE,WILLIAM D. Fisiologia do Exercício – Nutrição, Energia e Desempenho Humano – 7ª Ed. Guanabara Koogan  2011.

MEIRELLES, M.C.  Efeitos agudos da atividade contra-resistência sobre o gasto Energético e o metabolismo basal: revisitando o impacto das principais variáveis. Revista Brasileira de Medicina do Esporte. Vol. 10, Nº 2 – mar./abr. 2014.

 

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