O que a sua microbiota intestinal tem a ver com o seu peso?

Várias são as causas que levam uma pessoa ao sobrepeso/obesidade.

Isto não chega a ser novidade, mas ultimamente estamos presenciando no cenário atual que o acúmulo de peso possui mais variáveis do que imaginamos. Além da alimentação, exercício, sono, estresse e etc, desde 2006 surge um novo olhar para a obesidade: a microbiota intestinal, pesquisas indicam que uma microbiota não saudável pode contribuir bastante para o acúmulo de gordura corporal.

Mas afinal, o que é esta microbiota intestinal e como ela afeta seu peso?

Microbiota são os micro-organismos que habitam nosso intestino, grande parte deles são bactérias e, neste assunto em específico, sua composição pode acarretar ou minimizar algumas doenças como diabetes tipo II, hipertensão arterial, dislipidemias e doenças cardiovasculares (as chamadas doenças crônicas não transmissíveis – DCNTs)
Sendo assim, é bem plausível pensarmos que uma microbiota saudável contribuirá para a perda de gordura corporal, e pensando nisto que um grupo de pesquisadores de saúde e nutrição na Finlândia, em parceria com outros pesquisadores, conduziram um estudo por 6 meses com 225 voluntários, onde os mesmos foram avaliados se a suplementação de simbióticos (probióticos + pré-bióticos) influenciaria em alteração de peso, gordura corporal e massa magra.
Após 6 meses de suplementação, os pesquisadores encontraram uma diminuição de 1,4 kg de gordura corporal em relação ao grupo placebo. Também encontraram um menor consumo energético (de 230 a 320 Kcal) ao longo de 6 meses para os grupos que suplementaram com simbiótico ou somente com probiótico, mostrando um possível benefício da suplementação com tais compostos.
Neste sentido, podemos avaliar que, apesar das diversas causas do sobrepeso e da obesidade, a alteração no estilo de vida pode acarretar mudanças na composição corporal e, melhor ainda, no quadro de saúde desses indivíduos, trazendo uma melhor qualidade de vida e contribuindo para a diminuição de DCNTs.

Referência bibliográfica:

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27810310

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