Pesos livres ou máquinas, o que é melhor?

Optar pela realização de exercícios com pesos livres ou máquinas é uma dúvida comum, não apenas entre praticantes, mas também entre profissionais. Trata-se de tema complexo, que deve ser avaliado com atenção.

De forma geral, exercícios com pesos livres trabalham de modo mais efetivo os músculos estabilizadores e a consciência corporal, além de uma maior transferência tanto para gestos esportivos quanto para movimentos corriqueiros.

Num estudo clássico, Spennewyn (2008) comparou os ganhos de força e equilíbrio de 30 indivíduos em 3 modelos de treino:

  • Treino em máquinas.
  • Treino com pesos livres.
  • Grupo controle (este não treinou).

O estudo foi conduzido ao longo de 16 semanas. Cada grupo contava com 10 indivíduos que realizavam um total de 8 a 12 repetições.

Resultado: constatou-se maior aumento de força (115% contra 57%) e mais expressivos ganhos de equilíbrio (245% contra 49%) no grupo que treinou com pesos livres, em comparação ao grupo que treinou com máquinas.

Por outro lado, exercícios livres podem ser complexos quanto à execução dos movimentos para indivíduos destreinados, com pouca coordenação motora, entre outros problemas.

Imagine uma pessoa que apresenta tais dificuldades realizando um agachamento livre, será um show de horrores! Pessoas com tais dificuldades realizarão o que chamamos de movimentos de padrão alterado, modificando a mecânica do exercício e diminuindo a ação cinesiológica do(s) músculo(s). A consequência é um maior risco de lesões, principalmente, nas articulações, que são parte integrante dos movimentos, uma vez que nosso corpo possui eixos móveis.

Torna-se clara a necessidade de uma criteriosa avaliação postural/funcional de cada indivíduo, identificando possíveis desbalanceamentos musculares!

Para quem, quando e como aplicar essas variáveis? Custo-benefício é a palavra-chave!

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