As proteínas podem melhorar o funcionamento do intestino?

Atualmente, dentro do campo da nutrição, um órgão do corpo humano tem chamado bastante atenção em relação aos estudos científicos: o intestino.

Já considerado como um órgão, com importantíssimas funções como controle do sistema fome/saciedade, aumento ou diminuição da inflamação sistêmica e outras funções que implicam tanto nos quadros de obesidade como também do aumento de massa muscular esquelética.

Nosso intestino é basicamente composto por dois grupos de bactérias, benéficas e maléficas. Quanto mais você consumir fast foods, mais você irá aumentar a vida das bactérias maléficas e diminuir a vida das benéficas. Quanto mais você consumir alimentos saudáveis, fará o processo inverso.

Porém mais do que isso, com as diminuições sobre o consumo de carboidratos sem controle algum, sem auxílio de nutricionistas, estudos têm demonstrado que este tipo de estratégia parece não ser interessante para a saúde do seu intestino. Pesquisadores irlandeses trouxeram importantes achados demonstrando que a restrição severa de carboidratos pode diminuir de forma significativa a quantidade de bactérias benéficas no seu intestino, e o que é pior: aumentar a quantidade de bactérias maléficas, trazendo um prejuízo na sua saúde intestinal, bem como uma maior dificuldade para reduzir o seu peso. (Clarke et al., 2014)

A boa notícia é que neste mesmo estudo, os pesquisadores propõem estratégias nutricionais que podem melhorar a saúde do seu intestino, aumentando a quantidade de bactérias benéficas: um consumo adequado de proteínas! E mais, não somente uma quantidade adequada, mas uma proteína de alto valor biológico, com uma boa qualidade.

Assim, uma dieta equilibrada, com uma quantidade e qualidade adequada de proteínas parece ser uma importante estratégia para a melhora da saúde intestinal. Um aporte proteico ajustado, de acordo com o nutrient timing pode contribuir para resultados melhores no que se diz respeito a diminuição de gordura corporal e até mesmo em relação ao aumento de massa muscular esquelética.

 

Referência:
CLARKE, S. F. et al. Exercise and associated dietary extremes impact on gut microbial diversity. Gut, v. 63, n. 12, p. 1913-20, Dec 2014. ISSN 0017-5749.

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